quarta-feira, 18 de junho de 2014

Malévola: Quando a vilã é a heroína

“Existe um mal nesse mundo e não posso protegê-la dele”
— Malévola


Este fim de semana finalmente assisti Malévola e devo dizer que gostei bastante. Não que o filme seja uma obra prima, mas é um bom conto de fadas, com atuação e efeitos especiais bem competentes. Para quem não quiser saber de nenhum spoiler ou não quer ler o post todo, que ficou gigante, sugiro pular direto para a seção Considerações Finais.

O filme mostra a história de Malévola (jura?) desde antes do filme A Bela Adormecida. Ele começa com a jovem Malévola ainda criança, voando por aí e brincando com os Moorsseres mágicos que vivem na floresta separados dos humanos. Vale a pena mencionar: o mundo dos Moors é muito lindo, e o design deles também é muito legal. Claro, sendo um conto de fadas da Disney, o visual tinha que ser muito bem cuidado. Nesta primeira parte me ficou apenas uma dúvida, que talvez tenha sido explicado antes de eu entrar no cinema (entrei logo depois do filme ter começado, e perdi acho que uns 2 ou 3 minutos): QUEM DÁ O NOME DE MALÉVOLA A UMA FADA CRIANÇA? Sério, achei que ela tinha um nome qualquer, e que depois adotou o nickname ganhou a famosa alcunha ao realizar algum ato deveras maléfico.




É então que a pequena conhece Stefan, um garoto pobre que tinha o sonho de um dia morar no castelo. Ele dá uma amostra de bondade/gentileza ao realizar um ato muito pequeno, mas de enorme significado: ao descobrir que o ferro fere a fada (parece até trava língua), ele joga fora seu único bem, um anel de ferro. E é assim que ele ganha o coração dela, culminando em um beijo de amor verdadeiro (ou não).


Ele disse que era um beijo de amor verdadeiro. Mas não era pra ser.



Claro, humanos fazem humanices, e é aí que começa a droga toda: Stefan segue seu sonho de ir morar no castelo e a Malévola fica pra escanteio. Até aí tudo bem, apesar de romanticamente sozinha, ao menos ela mora em um lugar bonito e cheio de amiguinhos mágicos bizarros (para nós). Mas claro, o então rei resolve que tá na hora de invadir o mundo mágico e pegar os tesouros, já que na sua cabeça tanto a terra mágica como seus tesouros pertencem a ele. Acontece que Malévola não pensa dessa maneira, não só quanto à propriedade dos tesouros, mas também quanto ao dito poder que o rei teria sobre tudo. Afinal, quem é o velhinho pra dizer que manda nela? E eu sou obrigado a concordar: entre um velho egocêntrico e egoísta e uma fada voadora com poderes mágicos que tava quieta no seu canto, fico do lado da Angelina Jolie.




Os humanos apanham bastante, conforme já era esperado, e o rei fica bem putinho extremamente desgostoso com a reação dos Moors e especialmente da Malévola, que o deixou ferido e à beira da morte. Ele declara: quem levar à ele a cabeça da bruxa será o seu sucessor e cuidará de sua filha. Embora eu ache que o conceito de 'cuidar' aqui seja meio diferente, já que ele casa e tem um filho com ela, mas vamos em frente. É aí que temos a terceira humanice do dia: Stefan lembra então da sua paixão de juventude e resolve revê-la para claro, matá-la e subir ao trono. Mas personagens de contos de fadas (e filmes em geral) estão sempre fazendo péssimas decisões, e ele não consegue matá-la. Decide então tirar suas asas e deixá-la ali sozinha, voltar ao castelo e entregar as asas ao rei, casar com a filha do rei e seguir feliz e contente a sua vida, esquecendo que ele partiu DUAS VEZES o coração da criatura mais poderosa do mundo mágico vizinho ao seu, e na segunda deu fortes motivos para ela começar a nutrir um forte desejo de vingança. E é aí que começa a história que conhecemos.





Malévola acaba se declarando a rainha dos Moors, cria uma bengala para ajudá-la a andar, já que perdeu o equilíbrio. O reino dos Moors deixa de ser iluminado e alegre para se tornar sombrio e amedrontador. Em determinado momento ela salva um corvo que estava para ser morto por humanos, transformando-o em humano (doce ironia). Com isso, ele passa a ser o seu servo, e os seus olhos no castelo do agora Rei Stefan. É aí que nasce a filha de Stefan e o seu batizado é anunciado, e Malévola vai até lá para dar o seu presente. Devo mencionar: adorei essas cenas, ficaram realmente muito boas, tanto ela indo até o castelo, como ela chegando lá e acabando com a festa. Esta parte inclusive ficou bem fiel ao desenho, e eu só notei uma diferença: a Malévola é que fala que a maldição pode ser quebrada por um beijo de amor verdadeiro, em vez da última fada dar isso como o seu presente. Mas, como se trata de uma adaptação, não tem problema, por que para o filme, do jeito que foi feito ficou muito bom.




Somos então transportados para a casa de campo onde Aurora vai crescendo, com Malévola e Diaval (o corvo) a observando de perto e a ajudando a ficar viva e saudável até chegar a hora da maldição fazer o seu efeito. Vemos como Diaval se opõe à maldição e serve um pouquinho (só um pouquinho) como consciência para Malévola, que sem querer aos poucos vai se apegando e criando um laço de amor com a criança, que só não morre nos cuidados das fadas graças à intervenção da fada madrinha menos provável: a própria malévola.

Eis que Aurora chega aos seus 16 anos, e acaba por conhecer os Moors e  Malévola, a quem ela chama de fada madrinha. Nesse momento, fica ainda mais claro o rumo que a história tomava pois para Aurora, Malévola era alguém que a tinha protegido e acompanhado durante toda a sua vida, e vemos também que Malévola fica não irritada, mas balançada com essa declaração. Ao ouvir isso, a vilã acaba por perceber que a pequena criança que ela tinha amaldiçoado tinha crescido para se tornar alvo de afeto ao invés de desprezo e ódio.




Também vemos como Stefan acabou por ficar cada vez mais louco conforme o fatídico dia se aproximava, chegando a deixar de ver a sua esposa que estava falecendo para conversar sozinho com as asas de Malévola. Vemos como ele tenta por tudo proteger-se de um mal que ele mesmo criou, enquanto Malévola resolve desistir da maldição e se vê impotente na tentativa de poupar a garota que ela aprendeu a amar e proteger. O filme nos mostra também a chegada de Aurora ao castelo no exato dia de seu aniversário, e vendo seu pai pela primeira vez. Mas Stefan está ocupado e obcecado demais  com a defesa do castelo para sequer deixar cair uma lágrima ou abraçar a filha já adolescente. Podemos também observar Malévola que ainda pensa na impossibilidade do beijo de amor verdadeiro, como resultado de seu romance com Stefan, mas para a qual a chegada de Philip dá uma pontada de esperança: poderia este jovem amar Aurora verdadeiramente, e com força o suficiente para acabar com a maldição?




Este é um ponto da história que eu realmente gostei muito, pois Philip é levado até Aurora, neste ponto já adormecida , e a dá um beijo para tentar despertá-la de seu sono profundo. Mas amor a primeira vista não é bem do que a maldição precisava para ser quebrada, é preciso algo mais do que um interesse em alguém que não conhecemos, mas apenas temos em nossa cabeça uma versão idealizada. O amor verdadeiro seria algo mais profundo, cultivado ao longo dos anos de muito cuidado e carinho pelo outro. E apenas Diaval e Malévola se encaixavam neste perfil, já que as fadas-madrinhas cuidaram dela, mas estavam muito mais preocupadas em poder voltar ao seu tamanho natural e aos seus poderes, do que a verdadeira segurança e felicidade de Aurora. Somos apresentados a uma Malévola que se sente triste e impotente ao ver que não conseguiu evitar que sua própria maldição colocasse em sono eterno alguém a quem ela tanto se apegou. Sem ao menos perceber, é ela mesma que dá o beijo do amor verdadeiro em Aurora, despertando-a de seu sono.



Não vou pedir seu perdão, porque o que fiz a você é imperdoável. Eu estava tão perdida em ódio e vingança. Eu nunca achei que poderia te amar tanto. Você roubou o que restou do meu coração. E agora eu a perdi para sempre.

Após este ponto mais emocional da história, temos mais um embate entre as raças, desta vez com os humanos liderados por Stefan, tentando liquidar Malévola e Diaval, que acaba sendo transformado em um dragão. E quem salva Malévola de sua antiga paixão e a devolve suas asas é ninguém menos que Aurora, a própria filha de Stefan, que foi protegida a sua vida toda pelo corvo e pela bruxa, sentindo-se mais amada por quem a amaldiçoou do que por quem a mandou para a floresta. Durante a luta, os dois vão parar no alto de uma torre e a protagonista desiste de matar o rei, que em sua última humanice guiada pelo ódio, se agarra a ela quando a mesma está para sair voando. Claro, por que alguém quase morte se agarrar a um ser mágico extremamente poderoso, capaz de voar, no alto de uma torre parece uma ÓTIMA idéia.

A paz é restaurada, o mundo dos Moors volta a ser ensolarado, colorido e feliz, Aurora se torna rainha de lá também, Philip aparece para completar a festa, e todos exceto o idiota do Stefan viveram felizes para sempre. FIM!

No final, o reino foi unificado não por um herói ou um vilão, como previra a lenda... mas por alguém que era tanto herói como vilão. E seu nome era Malévola.

Considerações Finais

Malévola é um ótimo filme ao que se propõe. Uma releitura deste clássico da Disney, por sua vez baseado em um conto francês de Charles Perrault, com versão também dos irmãos Grimm. O filme mostra uma história que, apesar de previsível, é muito gostosa de acompanhar, ainda mais com Angelina Jolie e Elle Fanning, que ao meu ver se saíram muito bem em seus papéis. Só faltou a Elle Fanning cantando e dançando com uma corujinha para completar todo o charme do filme.

O corvo Diaval também foi muito bem criado e representado, deixando de ser apenas um enfeite de cena para ter um papel um pouco mais profundo na história. Além disso, o filme também afastou aquele clichê de que tudo vai dando errado até o príncipe encantado aparecer e salvar tudo. Não foge é claro da lição de moral e do final feliz, afinal é um conto de fadas, mas ao menos dá um twist em algumas coisas que normalmente vemos por aí, mostrando os humanos como errados, e colocando coração e sentimentos (maternos?) em uma das grandes vilãs da Disney.

Recomendo para todos os fãs da Disney e de contos de fada e fantasia, pois o filme pode não ser cult ou super-inteligente, mas é bonito e gostoso de se ver.

Links

Leia mais sobre o conto original aqui na wikipédia.
Veja mais imagens no meu álbum no imgur.

18 comentários:

  1. Olá! Adoro o seu blog e a maneira como você descreve sua opinião. Pena que pulei para as considerações finais (ainda não vi o filme). Pelo o que li, parece ser muito bom!

    Beijos,
    http://ressacas-literarias.blogspot.com.br/

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    1. Que bom que gosto, fico feliz de ler isso :D
      Espero que goste também, depois que assistir diga o que achou!

      Beijos,
      Thiago

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  2. Olá, passando pra conhecer seu blog.
    Fico muito feliz quando encontro um blogueiro que escreve tão bem sua opinião, assim como você.
    Vi o filme malévola e gostei muito. Fiquei meio chateado porque não vi o começo, então perdi a parte que ela é criança e lembrei agora que você postou uma foto no meio do post. Mas uma hora vou rever pra ver essa parte.
    Um abraço.

    http://enquantoestavalendo.blogspot.com.br/

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    1. Valeu pela visita e que bom que gostou do texto.
      Eu perdi uns minutinhos do começo, mas nada grave. Depois tente assistir na internet esse comecinho, por que é bem bonito mesmo.

      Abraço,
      Thiago

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  3. Oi Thiago!

    Bom, nem preciso pontuar minha opinião né? Você bem leu minha resenha hahhaa Mas enfim, vou comentar sobre sua resenha então.
    Muito bem escrita, Thiago! Parabéns :) Ri bastante com seus parênteses hahahahahha Texto muito bom! E até que me inclinei a ver o filme de novo pra sei lá, ver se não fui meio "má" com minha avaliação...

    Beijos
    http://www.estantedasfadas.com.br/

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    1. Hahaha, que bom que gostou (e leu) do post.
      Talvez voce tenha ido com uma ideia ou perspectiva diferente do que era a do filme e isso atrapalhou. Ou simplesmente ele nao faz o seu tipo mesmo, aí nesse caso nao tem jeito.

      Beijos,
      Thiago

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  4. Olá Thiago!
    Parabéns pela escrita ficou fantástica!
    Eu adorei os parênteses e minha opinião é a mesma que a sua, um filme excelente mas não uma obra prima!
    Uma curiosidade, sabia que a menininha, filha da Angelina, foi escalada só porque foi a única que não chorava ao contracenar com a Malévola?! Afinal era a mamãe fantasiada hahaha!
    Como quase toda menina que gosta de um toque de romance, eu queria um final com o Corvo! Prontofalei! Muito mais fofinho haha! :)

    um beeeijão Lara
    http://meusmundosnomundo.blogspot.com.br

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    1. Que bom que gostou do post e do filme. :)
      Eu sabia que era filha dela, mas nao sabia que tinha sido por esse lance de chorar, hahaha. Que coisa

      Um final dela com o corvo ia ser muito legal, mas acho que pra Disney ia pegar meio mal, pelo lance de ele ser bem mais velho e um corvo =/

      Um beijao pra voce também,
      Thiago

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  5. Oi, Thiago!
    Tive que fazer como a amiga do 1º comentário e pular para as considerações finais, porque ainda não vi o filme =(
    A maioria do pessoal que assistiu, gostou! Achei que todos iriam odiar a Angelina no papel, tinha uma certa especulação que ela iria "enfeitar" demais o papel, que era muito mulherão pra interpretar a Malévola, e por aí vai.
    Pelo você disse e pelo que já li, acho que vou gostar demais do filme, adoro as produções da Disney!
    Tô acendendo uma vela pra PadimPadiCicero (traduzindo para os não-mineiro: Padrinho Padre Cícero) porque você avisou dos spoilers. Um verdadeiro gentleman! Hahaha.
    Beijos,

    Mari Pacheco
    Livros & Nerds

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    1. Ahh, se você curte Disney vai gostar. E a Angelina ficou muito boa no papel!

      E spoiler é uma droga, normalmente eu não acho tão ruim, mas quero poder decidir em saber ou não.

      beijos,
      Thiago

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  6. OLá, Thiago! Que blogue bonito este!!! E quando você começou a contar e logo li o "jura?", não aguentei e soltei uma gargalhada. Você tem uma maneira bem leve e carismática de escrever, deixando o filme até bem mais inocente do que ele realmente é. Você bem sabe o que achei, pois postei lá no meu blogue. Acho que a Disney acertou em cheio ao transformar uma história boba de contos de fadas ultrapassado nessa super produção. Ficou bem mais crível de aceitar os fatos sem aquela coisa tão inocente de que o príncipe simplesmente chega e acaba com toda a maldade do mundo. Aliás, esse filme foi uma grande lição sobre o amor verdadeiro que acontece mesmo quando não damos conta. Malévola teve que se ver obrigada a criar da menina às escondidas porque as fadas eram desligadas demais. E ela fez isso no início por ódio, porque ansiava em realizar sua maldição. Mas sabemos bem que, dentro de um coração bom, por mais que ele esteja coberto pelas nuvens do rancor, quando ele é bom de verdade, arruma todas as desculpas do mundo para cuidar, proteger e se fazer presente. Bem ao contrário do amor fajuto de quem ostentava a riqueza aparente, mas sequer conhecia a filha direito e, quando a viu, estava tão imerso em sua negatividade e loucura que sequer aproveitou o momento.

    O amor verdadeiro de Malévola aconteceu sem ela dar-se conta, foi construído, pois assim é o coração bom - faz coisas sem dar-se conta, sem procurar uma lógica, faz porque tem que fazer. Cresceu, ganhou tamanha força que superou a maldição que não poderia ter sido desfeita (vemos naquele momento como amor e ódio podem coexistir e serem tão poderosos, eu me arrepiei naquela hora em que veio a mensagem de que a maldição não poderia ser desfeita) e ainda construiu paz e prosperidade não apenas ao seu reino no estilo Michael Jackson de ser, mas a toda a extensão do reinado do Castelo de Aurora também.

    Só o amor constrói, mas o amor que é fruto de dedicação, esforço, determinação e não amor ilusório baseado em aparências e desejos passageiros.

    Angelina Jolie merecia um Oscar. Foi perfeita. Espero que mais pessoas tenham captado as mensagens desse filme, dentre elas a de que é preciso doar-se a alguém, sem procurar por motivos ou explicações, para saber o que é o amor de verdade. Um amor que não é recheado de momentos de realizações, mas sim de muito tempo de dedicação, resignação e atenção. E que mais pra frente é que se vê os frutos bons e duradouros desse amor. Também, que devemos tomar cuidado com as palavras quando estamos em momentos bem intensos de nossas emoções boas ou ruins, pois elas têm força e seu estrago nem sempre pode ser desfeito, daí resta conviver com as consequências.

    Ah! Eu vi o filme todo e ele não explica o porquê do nome dela. Pelo menos, eu não vi. Ao que me lembre, já apresentaram-na assim, como Malévola, pois ficou uma dedução meio velada de talvez por causa do fato de ela ter aqueles chifres enormes desde criança e já apresentar superpoderes e andar com seus amiguinhos figurantes de "thriller".

    Foi um prazer estar aqui e ler seu texto.

    Abraços.

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    1. Que bom que gostou da resenha. Esse filme ficou muito bom, tanto por agradar as crianças, como possibilitar uma percepção mais profunda, como você mostrou em seu comentário (que aliás concordo plenamente).
      E sim, acho também que Angelina deveria no mínimo ser indicada ao Oscar pela atuaçao, que ao meu ver, foi muito boa.
      Abraços, Thiago

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  7. Thiago, antes de ler essa tua resenha eu nem me interessava pelo filme. Não li ela inteira para preservar minha curiosidade de assistir ainda, mas li um grande pedaço e achei fantástico. Gostei muito do jeito que tu escreve também, ficou muito bom esse texto, parabéns!

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    1. Que bom que gostou do texto!
      Pra quem gosta da Disney, esse filme é muito legal.

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  8. Oie Thiago =)

    Eu gostei do filme, mas eu esperava um pouco mais por conta de todo o marketing e burburinho que teve em torno do filme. Amei a fotografia e os efeitos visuais. É um filme divertido e bonitinho, bem Disney mesmo rs...

    Beijos;***

    Ane Reis.
    mydearlibrary | Livros, divagações e outras histórias...
    @mydearlibrary


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    1. Ahh, claro que o `hype` influencia um pouco, mas que bom que gostou. A fotografia e os efeitos são realmente maravilhosos, não é?

      Beijos,
      Thiago

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  9. Gostei do filme, os efeitos especiais são bons, a história é bem interessante e a atriz interpretou bem o papel, mas...

    A Disney tentar converter a Malévola num personagem benigno não cola. Desde o primeiro e único desenho “A Bela Adormecida” a Malévola é tida como a vilã mais poderosa e cruel da Disney, quem não assistiu, veja.

    Tanto isso não deu certo, que recentemente a própria Disney lançou um filme chamado “Descendentes” (assistam), onde a vilã principal da história é a própria Malévola.
    Existe também um jogo que foi lançado após o filme “Malévola” chamado “Disney Infinity”, onde a Malévola também é a vilã.. e nem precisam jogar para perceber isso, podem ver o trailer no YouTube “Maleficent and Merida – Disney Infinity”.
    Sem mencionar o grande e famoso jogo de sucesso chamado Kigdom Hearts onde existem vários vilões de jogos em jogos, mas a Malévola aparece em 99% deles SEMPRE e querendo dominar tudo e matar todos.
    E tem outros desenhos da Disney também em que ela faz aparições especiais como “House of Mouse”, etc... sempre como vilã.

    Então assim, a Disney querer que as pessoas acreditem que um ser de chifres pretos, que usa roupas pretas, que anda sempre com um corvo junto e tem o nome de Malévola seja visto como herói é uma ideia um tanto ousada... que obviamente não deu certo.

    Não confundam o filme ter feito sucesso por causa da Angelina Jolie ter feito o papel, com as pessoas terem amado a Malévola ser “Benévola”.
    Malévola será eternamente a vilã mais poderosa e maligna da Disney.

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  10. Gostei do filme, os efeitos especiais são bons, a história é bem interessante e a atriz interpretou bem o papel, mas...

    A Disney tentar converter a Malévola num personagem benigno não cola. Desde o primeiro e único desenho “A Bela Adormecida” a Malévola é tida como a vilã mais poderosa e cruel da Disney, quem não assistiu, veja.

    Tanto isso não deu certo, que recentemente a própria Disney lançou um filme chamado “Descendentes” (assistam), onde a vilã principal da história é a própria Malévola.
    Existe também um jogo que foi lançado após o filme “Malévola” chamado “Disney Infinity”, onde a Malévola também é a vilã.. e nem precisam jogar para perceber isso, podem ver o trailer no YouTube “Maleficent and Merida – Disney Infinity”.
    Sem mencionar o grande e famoso jogo de sucesso chamado Kigdom Hearts onde existem vários vilões de jogos em jogos, mas a Malévola aparece em 99% deles SEMPRE e querendo dominar tudo e matar todos.
    E tem outros desenhos da Disney também em que ela faz aparições especiais como “House of Mouse”, etc... sempre como vilã.

    Então assim, a Disney querer que as pessoas acreditem que um ser de chifres pretos, que usa roupas pretas, que anda sempre com um corvo junto e tem o nome de Malévola seja visto como herói é uma ideia um tanto ousada... que obviamente não deu certo.

    Não confundam o filme ter feito sucesso por causa da Angelina Jolie ter feito o papel, com as pessoas terem amado a Malévola ser “Benévola”.
    Malévola será eternamente a vilã mais poderosa e maligna da Disney.

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