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quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Diário de Bordo: PR #47 - Gom Não Responde

Depois de um tempo sem ler Perry Rhodan e postar a coluna Diário de Bordo, aqui está: mais um volume de Perry Rhodan resumido e comentado!














Informações
Ciclo: 1 - A Terceira Potência
Autor: Kurt Mahr
Lançamento: 27/07/1962
Período da história:28 de Outubro de 1984
Localização: Gom
Personagens: Reginald Bell, John Marshall, Ivã Ivanovitch Goratschin, Betty Toufry, Tako Kakuta, Ras Tschubai, Wuriu Sengu, Kitai Ishibashi, Tama Yokida





Resumo


Este volume mostra a aventura de Reginald Bell e os mutantes, após serem atraídos para a superfície do planeta Gom por uma força desconhecida. Gom é um planeta com alta gravidade (3,8G) e clima desértico, e lá eles observam estranhas plantas, bem como uma misteriosa mancha escura que se move pelo chão, e que aparentemente 'devora' toda a sua nave. Esta mesma mancha controla a mente e sequestra os mutantes Ivã Ivanovitch Goratchim, Kitai Ishibashi e Wuriu Sengu. Após um tempo, ela passa a se deslocar em direção a Bell e os outros, que tentam lutar, mas acabam tento que fugir e se esconder em uma caverna.

Nessa caverna, eles notam que a temperatura é constante, e também descobrem vários recintos com pequenas manchas ambulantes a quem dão o nome de Solhas. As solhas podem se unir formando indivíduos maiores e mais inteligentes, até o ponto em que um indivíduo grande possui o dom da telepatia e a capacidade de devorar qualquer matéria orgânica. Eles são perseguidos pelas solhas e ao tentar escapar, estas chamam a ajuda dos Bios (seres artificiais criados pelos Aras) para repelir os humanos. Mas Bell e seus companheiros conseguem fugir, indo ainda mais para o interior da caverna.

Então eles encontram Ivã Ivanovitch desacordado e envolto por este ser unidimensional. Marshall consegue entrar em contato com um grande agrupamento de solhas que os ajudam a sair da caverna, e também descobre que as mesmas são utilizadas pelos Aras como fonte de matéria orgânica, e que toda a construção nas cavernas serve para que as solhas possam se reproduzir e criar o material.

Após sair da caverna, eles são cercados pelos Bios, e durante a luta Tako Kakuta consegue se teleportar para uma das naves que estava vazia. Mas as naves eram teleguiadas, e assim que ele entra, ela parte em direção à 18ª lua de Gom, onde o conselho de Saltadores e Aras estava reunido. Os humanos conseguem derrotar os Bios graças a Ivã Ivanovitch, que os ajuda no último instante explodindo todos os inimigos e desmaiando novamente. Após a explosão, eles são protegidos de uma tempestade pelas próprias Solhas, mas não recebem qualquer explicação do motivo.

Após se retirarem em busca de uma nave dos Bios para sair do planeta, Marshall descobre que as Solhas estão se reunindo para atacá-los novamente. Dessa vez as Solhas receberam um ultimato dos Aras: ou acabam com os humanos, ou os Aras exterminam boa parte das solhas de Gom. Elas vão aos poucos se unindo para formar uma superinteligência e decidir o que farão, e é claro que decidem por atacar os humanos, junto com mais um exército de Bios enviado pelos Aras. Com isso o grupo de Bell se apressa para entrar em uma das naves utilizadas pelo grupo anterior de Bios e tentar se defender.

Com a nave para servir de proteção e Ivã Ivanovitch acordado suas chances são um pouco melhores, mas ainda assim a situação não é nada boa. Mas eles então recebem a repentina ajuda de Tako Kakuta, que retorna após conseguir manobrar a nave dos Aras, e o retorno de Wuriu Sengu e Kitai Ishibashi que retornam após escapar do local onde eram mantidos reféns pelas Solhas. Marshall consegue enviar uma mensagem em código morse para a nave Titan, que vem resgatá-los. A história termina com a Titan voltando para a Terra.


Considerações


Eu gostei bastante da história deste volume, embora em alguns momentos ela esteve um pouco mais arrastada do que eu esperava. Mesmo assim os momentos de ação fazem valer a pena, assim como o planeta e a forma de vida apresentados por Kurt Mahr serem muito legais. Gostei da ideia das Solhas, o fato de serem seres unidimensionais que podem se unir para aumentar a inteligência e até possuir capacidades telepáticas.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Diário de Bordo: Perry Rhodan 46 - Projeto Aço Arcônida

Post um pouco mais curto, por que li este livro aos poucos, e já terminei de ler ele faz tempo, acho que um pouco mais de um mês.

Este volume foi, ao meu ver, um pouco mais lento e focado em estratégia do que os anteriores. Enquanto nos dois últimos, O Homem e o Monstro (44) e Aralon, o Centro de Epidemias (45), tivemos duas histórias com grande enfoque nas lutas e guerras, este mostrou os terranos tentando se infiltrar e sabotar a conferência que os Aras estavam realizando junto com Saltadores e Super-pesados. Não que isso seja ruim, já que algo que adoro em Perry Rhodan é justamente essa troca de ritmos e estilos de escrita, junto com o foco que troca de acordo com o ponto da história em que nos encontramos.

Informações

Ciclo: 1 - A Terceira Potência
Autor: Kurt Brand
Lançamento: 20/07/1962
Período da história:Outubro de 1984
Localização: Laros

A história da Terceira Potência em poucas palavras:

- O foguete Stardust alcança a Lua e Perry Rhodan descobre a nave exploradora dos arcônidas, que realizou um pouso de emergência (vol. 1).

- Instalação da Terceira Potência, contra a resistência das grandes potências terrenas e defesa contra tentativas de invasão extraterrena (vols. 2 a 9).

- Primeira intervenção da Terceira Potência nos acontecimentos galácticos. Perry Rhodan defronta-se com os tópsidas e procura solucionar o enigma galático (vols. 10 a 18).

- A Stardust-III descobre o planeta Peregrino, e Perry Rhodan alcança a imortalidade relativa (vol. 19).

- Perry Rhodan regressa à Terra e luta por Vênus (vols. 20 a 24).
- O Supercrânio ataca (vols. 25 a 27).

- Chegada dos saltadores, que pretendem eliminar a concorrência potencial da Terra no comércio galáctico (vols. 28 a 37).

- Primeiro contato de Perry Rhodan com Árcon e atuação como delegado do cérebro positrônico que exerce o governo no grupo estelar M-13 (vols. 38 a 42).

A missão Aralon, durante a qual Perry Rhodan esteve empenhado em obter o remédio contra a peste dos nonus, está concluída. Com isso, a atuação de Rhodan, sócio do cérebro robotizado de Árcon, deveria ter chegado ao fim, ainda mais que com a descoberta da conspiração e a prisão dos conspiradores não há mais nenhum perigo que ameace o Império.

Assim acredita Perry Rhodan, que pede férias ao Regente. Mas o Projeto Aço Arcônida, realizado por Perry Rhodan, pode ser tudo, menos férias...

= = = = = = = Personagens Principais: = = = = = = =

Perry Rhodan — Que pede férias ao Regente.

Reginald Bell — O melhor amigo e confidente de Perry Rhodan.

Gegul — Um inspetor-chefe dos aras, que comete um engano.

Keklos — Biólogo-chefe dos aras.

Talamon — Cuja vida foi salva por Perry Rhodan. Agora o superpesado terá oportunidade de retribuir de igual para igual.

Topthor — Chefe de um dos clãs dos superpesados, que fareja um bom negócio.

A história nos apresenta Perry Rhodan entrando em férias dos serviços prestados ao robô-regente de Árcon. Ele pediu férias, mas na verdade precisava cuidar dos Aras, que estavam entrando em contato com os saltadores e superpesados para dizimar o planeta Terra. Isso tudo foi possível por que Talamon, o superpesado que Rhodan poupou em um embate anterior, o avisa do conselho que os Aras haviam convocado, chantageando os saltadores para obter apoio contra Rhodan. Em troca, ganha uma proposta de Rhodan: várias toneladas do aço Árcon-T, utilizado em na construção de naves espaciais, em troca de seu apoio estratégico e militar.

Claro que a proposta atrai Talamon, que concorda em dar as informações sobre o conselho e ajudar a proteger a Terra caso ela venha a ser descoberta. Ao longo da história, mais uma vez Rhodan consegue jogar a galáxia contra os Aras: ao saber que o planeta Exsar foi intencionalmente infectado pelos Aras para punir os Saltadores daquele clã, que não queriam auxiliar os Aras, Rhodan envia Tifflor para lá, com o intuito de desmascará-los e enviar uma transmissão ao resto da galáxia os acusando. Para tentar desmentir a situação, os Aras 'se oferecem' para enviar milhares de médicos e toneladas de medicamentos para curar, de graça, os saltadores infectados pela epidemia.

Talamon faz uma proposta a Topthor, mas sem que ele suspeite que estaria ajudando quem tanto odeia: Perry Rhodan. Topthor, único mortal não-terrano a saber a posição da Terra fica extremamente interessado em ganhar dinheiro, é claro. Enquanto isso, os terranos tentam alterar os dados da Terra salvos na memória do computador da nave de Topthor, e Keklos possui um plano misterioso que vai colocando em execução aos poucos, ao passo que na Terra os compensadores estruturais começam a ser instalados nas naves. Também somos apresentados aos Bios, seres artificiais criados pelos Aras, e imunes aos poderes dos mutantes. O volume acaba com a nave de Bell e os mutantes sendo puxada de volta para a lua onde se realizava o conselho: a 8ª lua do planeta Gom.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Diário de Bordo: Perry Rhodan 45 - Aralon, O Centro de Epidemias

Este volume de Perry Rhodan é simplesmente DEMAIS. Possui uma parte mais filosófica no começo, quando está apresentando Aralon, o principal planeta dos Aras, e também possui uma ação intensa, quando Rhodan decide invadir o planeta.


Informações

Ciclo: 1 - A Terceira Potência
Autor: Clark Darlton
Lançamento: 13/07/1962
Período da história: 1984
Localização: Aralon

    A história da Terceira Potência em poucas palavras:

    1971 — O foguete Stardust chega à Lua, e Perry Rhodan encontra a nave exploradora dos arcônidas, que realizou um pouso de emergência (vol. 1).
    1972 — Criação da Terceira Potência, que enfrenta a resistência das grandes potências terrenas e rechaça as tentativas de invasão extraterrena (vols. 2 a 9).
    1975 — Primeira interferência da Terceira Potência nos acontecimentos galácticos. Perry Rhodan defronta-se com os tópsidas e procura solucionar o mistério galáctico (vols. 10 a 18).
    1976 — A Stardust-III chega ao planeta Peregrino, e Perry Rhodan alcança o dom da imortalidade relativa (vol. 19).
    1980 — Perry Rhodan regressa à Terra e luta por Vênus (vols. 20 a 24).
    1981 — O Supercrânio ataca (vols. 25 a 27).
    1982 — Chegada dos saltadores, que querem eliminar a concorrência potencial da Terra no comércio galáctico (vols. 28 a 37).
    1984 — Primeiro contato de Perry Rhodan com Árcon e sua atuação como plenipotenciário do cérebro positrônico que governa o grupo estelar M-13 (vols. 38 a 42).
    Curar e ajudar! É esta a idéia pela qual se guia a ação de Perry Rhodan, pois não é de seu feitio manter-se inativo enquanto setecentos dos seus melhores homens, apesar do sono profundo e da alimentação artificial, caminham para o definhamento lento, mas inexorável.
    Acontece que só os causadores da doença podem ajudar os homens atacados de hipereuforia. E, se não querem ajudar voluntariamente, deverão ser obrigados a fazê-lo. Aralon, o Centro de Epidemias, é este o destino da Titan.



    = = = = = = = Personagens Principais: = = = = = = =

    Perry Rhodan — Que tem à sua disposição uma frota de guerra fornecida pelo cérebro robotizado que governa Árcon.
    Julian Tifflor — Que alguém deseja colocar no álcool.
    Wuriu Sengu — O espia do exército de mutantes da Terceira Potência.
    Thora — A bela arcônida que ignora o próprio noivado.
    Gucky — O rato-castor que se recusa a executar uma ordem.
    Themos — Autor da epidemia dos nonus.
    Talamon — Comandante de uma frota dos superpesados.

Neste volume, após conhecer o planeta dos Moofs e descobrir a real situação que se apresenta (os Moofs sendo controlados pelos Aras), Rhodan decide pedir ao cérebro positrônico reinante de Árcon que confirme a posição do principal planeta habitado pelos ditos médicos da galáxia. Na palestra com o cérebro positrônico, Rhodan obtém a permissão de ir até Aralon em busca de cura para Thora e mais 7 doentes (Rhodan mente ao computador indicando que só houveram 8 doentes, e não 700), bem como uma frota de guerra arcônica totalmente robotizada que fica a seu comando.

Ao chegar no sistema de Aralon, a frota robotizada bem como as naves Titan e Ganimede ficam à espera, enquanto o tenente Tifflor e o mutante Wuriu Sengu levam Thora até o planeta principal em uma nave menor. Ao se aproximarem de Aralon se espantam tanto com a quantidade de naves que chegam e saem do planeta, bem como com o fato de que ninguém parece dar a mínima para a sua nave que se aproxima sem se identificar. Descendo no planeta, ele veem um enorme campo de pouso, com muitas naves chegando e saindo, pousam em uma vaga e aguardam. Um carro automatizado vai até eles e os leva ao prédio de atendimento. Lá existem apenas guichês distribuindo fichas (todos a mesma ficha) para se indicar qual o doente, sistema planetário de origem, tratamento desejado (alta o mais rápido possível ou tratamento de longo prazo). Lá tudo é impessoal, como numa grande fábrica. As naves chegam, registram os dados do doente, uma ambulância o busca na nave, e então partem até o momento de buscar o doente já curado.

Mas é claro que o nome Thora de Zoltral, do planeta Árcon chama a atenção, ainda mais pela doença (Hypereuforia) e por quem foi até lá levá-la, humanóides de um planeta chamado Terra, e que dizem ser de fora do Império Arcônida. Tifflor e Sengu resolvem ir junto na ambulância, para entrar em contato com os aras responsáveis pelo tratamento de Thora, mas acabam sendo interrogados e presos como reféns pelo responsável pelo hospital, que já sabia sobre Rhodan e a Terra devido à doença temporária com que ele, Rhodan, tinha infectado os saltados. O hospital é enorme, chegando a ter inúmeros andares subterrâneos, com salas de internação e estoques de medicamentos. Tifflor e Sengu são levados muito abaixo da Terra, assim como Thora, que vai para uma internação para ser imediatamente curada da doença que os próprios aras provocaram. Já os dois humanos têm um destino bem diferente: ser utilizados em experimentos para que os aras conheçam melhor a fisiologia humana. E claro, ao chegar no local onde ficarão, eles encontram diversos corpos de seres de raças desconhecidas, todos sendo estudados pelos médicos e provavelmente, tão 'voluntários' quanto Tifflor e Sengu.

Com isso, Tifflor envia um pedido de socorro a nave Titan, que então inicia a operação de invasão do mega-hospital e salvamento de Thora, Tifflor e Sengu. Isso só é possível pelo transmissor que Tifflor teve implantado no seu corpo que permite a Gucky, mutante telepata, telecineta e teletransportador, sempre localizá-lo e acompanhar os seus pensamentos. A Titan e a Ganimed pousam no planeta Aralon, e os robôs de combate começam a sair da nave. Medo começa a tomar conta de todos que estão na área de pouso ('estacionamento'), e Rhodan transmite uma mensagem dizendo que está lá sob autorização do Império, e quem tentar intervir será destruído.

Após se encontrar com Thora, e conseguir resgatar Tifflor e Sengu, Rhodann descobre que Aralon solicitou o reforço de um dos clãs dos superpesados, raça que vive de vender proteção e serviços de guerra a quem puder pagar. Mas é claro que até mesmo uma clã poderoso de superpesados de surpreende com o aparecimento de uma frota robotizada de guerra do império, algo que há muito tempo não se via. É nesse momento que todos se perguntam: Quem é esse Perry Rhodan, que rouba do império a maior nave já fabricada até o momento, ganha o aval do computador regente para invadir um planeta hospital em uma ação militar, e reúne pela primeira vez em muito tempo uma frota de guerra imperial, tirando o império da letargia?

Rhodan então explica todo o ocorrido a Talamon, chefe deste clã de superpesados, e pelo seu relato, bem como por ter poupado todas as naves do mesmo da destruição total, ganha um novo aliado, e quem sabe, um novo amigo?

Por fim, Rhodan decreta que os Aras não possam mais produzir doenças para obter lucro e deixa robôs para fiscalizar e executar a sentença de morte no caso de descumprimento da lei.


Trecho Selecionado


Quando a gigantesca esfera surgiu acima da massa de naves estacionadas, muitos dos visitantes galácticos ficaram sem fôlego. Ao primeiro relance de vista perceberam do que se tratava. O que é que um couraçado arcônida desse tamanho estaria procurando no planeta da benevolência e da cura?

Rhodan não se preocupou com a opinião das raças que lhe eram estranhas. Não teve mais a menor contemplação. Deixou que a Titan descesse e pousou numa das extremidades do campo espacial. Três segundos depois, as escotilhas inferiores se abriram, rampas foram descidas e os robôs começaram a marchar.

Eram gigantes de aço de quase dois metros e meio de altura, equipados com quatro braços. Os braços inferiores eram apenas radiadores de impulsos móveis, que poderiam sufocar no nascedouro qualquer resistência que se lhes opusesse. A energia desprendida por esses radiadores, devidamente enfeixada, volatilizaria qualquer tipo de matéria e a faria desaparecer. Num compasso rítmico, as pernas metálicas desceram pelas rampas, tocaram o solo de Aralon e prosseguiram em sua marcha. Os robôs formaram colunas, cuja ponta se dirigia para o grande edifício periferial sob o qual ficavam os laboratórios.

Rhodan transmitiu o último comando pelo rádio.

O exército de robôs pôs-se em movimento.

Paralisados de susto, alguns aras que se encontravam diante dos portais do centro administrativo, contemplavam o espetáculo. Os cérebros recusavam-se a compreender o que os olhos viam. Mas quando a frente reluzente se aproximou, a paralisia cessou como que por encanto. Com as capas esvoaçantes, correram para dentro do edifício, fechando as portas atrás de si.

Rhodan, Crest e Gucky saíram da Titan sem carregar qualquer arma. Compenetrados e indiferentes, os dois homens caminhavam atrás dos seus robôs, sem se dignarem a olhar para as naves estacionadas por ali ou suas tripulações. Gucky, que andava com dificuldade e cujos passos arrastados poderiam ser tudo menos compenetrados, lembrou-se de sua faculdade sobrenatural. Usou sua energia telecinética para elevar-se uns dez centímetros acima do solo e planou sobre o pavimento de plástico. A visão não era apenas edificante, mas de certa forma chegava a ser apavorante.

Notas Finais


É incrível como sempre estamos aprendendo algo e refletindo algum assunto por causa de Perry Rhodan. Desde o primeiro livro, parece que a muitos anos atrás os autores já previram coisas que iriam acontecer no século 21, bem como traçando um paralelo literário com problemas da época: população se degenerando por causa de um vício em jogos eletrônicos, ameaça constante de destruição total do planeta devido à guerra pelo poder, enorme preconceito contra o que é diferente de nós (como retratado no P.R. 44), e agora, essa situação dos médicos. Este livro mostra muito bem a ganância dos ditos 'médicos espaciais', que só estão interessados em obter o máximo de dinheiro e poder possível para, mesmo sem o uso de armas, controlar um grande poder paralelo ao Império Arcônida. É no mínimo curioso ler isso depois de todo esse problema envolvendo a 'importação' de médicos cubanos, que tornam-se necessários devido a médicos que não aceitam trabalhar por um salário 'apenas' 10x maior do que o resto da população, ou não aceitam ir para uma cidade menor, onde terão menos facilidades da vida moderna para o seu trabalho, ou seu dia-a-dia. Mais uma vez, mostra-se que não importa o quão longe vá a imaginação de um autor, a humanidade sempre dá um jeito de acompanhar o que é escrito nos livros e mostrado nas telas.

Na segunda parte do livro, onde temos a operação de salvamento realizada por Rhodan, é muito boa. Possui bastante ação e demonstração de poder e confiança por parte de Rhodan e seus companheiros. A narrativa fica mais e mais empolgante, fazendo com que não se queira parar até terminar, e o foi exatamente o que aconteceu comigo: fui dormir mais tarde por que não queria deixar para o dia seguinte.

Para quem ainda não chegou até esse ponto, fica a dica: não pule este volume, mesmo tendo acompanhado o resumo aqui, e não irá se arrepender. E quem já está mais adiantado na série mas pensa em reler algo mais antigo para matar as saudades, releia! (SKOOB)


No próximo Volume

    Havia muitos observadores que acompanhavam a ação de Rhodan com uma tremenda atenção. Era a primeira vez na história do Grande Império que alguém se levantava, intervinha com mão de ferro nos acontecimentos de Aralon e dava uma lição amarga aos médicos galácticos.
    Será que os aras tomarão essa lição a peito e passarão a agir exclusivamente em beneficio da Galáxia?
    Em Projeto Aço de Árcon, próximo volume da série, uma estranha ameaça surge.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Diário de Bordo: Perry Rhodan 44 - O Homem e o Monstro

Bem vindos à uma nova coluna aqui no GentleGeek: Diário de Bordo. Aqui pretendo postar minhas leituras e resenhas da série Perry Rhodan, a maior série literária de ficção científica do mundo. Publicada semanalmente desde 1961, a série principal já conta com mais de 2700 volumes publicados, com uma média de 60 páginas cada um. Isto sem contar com as séries spin-offs e os Romances Planetários, livros com maior quantidade de páginas, que contam alguma aventura em paralelo. Desde 2011, a série também conta com Perry Rhodan NEO, um reboot contando uma versão atualizada e um pouco modificada da história original. Para saber mais sobre a série, confira a Wikipedia e continue seguindo o blog, pois pretendo fazer um post dedicado a apresentar a série a vocês.


Informações

Ciclo: 1 - A Terceira Potência
Autor: K. H. Scheer
Lançamento: 06/07/1962
Período da história: 1984
Localização: Moof VI
Personagens Principais: Rhodan, Gucky, Major Chaney, Admiral Vetron, Dr. Orson Certch, Trorth, Cap. Marcus Everson

A história da Terceira Potência em poucas palavras:
1971 — O foguete Stardust chega à Lua, e Perry Rhodan encontra a nave exploradora dos arcônidas, que realizou um pouso de emergência (vol. 1).
1972 — Criação da Terceira Potência, que enfrenta a resistência das grandes potências terrenas, e rechaça as tentativas de invasão vindas do espaço (vols. 2 a 9).
1975 — Primeira intervenção da Terceira Potência nos acontecimentos galácticos. Perry Rhodan defronta-se com os tópsidas e procura solucionar o mistério galáctico (vols. 10 a 18).
1976 — A Stardust-III descobre o planeta Peregrino, e Perry Rhodan alcança o dom da imortalidade relativa (vol. 19).
1980 — Perry Rhodan regressa à Terra e luta por Vênus (vols. 20 a 24).
1981 — Ataque do Supercrânio (vols. 25 a 27).
1982/1983 — Chegada dos saltadores, que pretendem eliminar a concorrência potencial da Terra (vols. 28 a 37).
1984 — Primeiro contato de Perry Rhodan com Árcon e sua nomeação como plenipotenciário do cérebro positrônico que exerce o governo do grupo estelar M-13 (vols. 38 a 43).
Quem quiser continuar a ser reconhecido como plenipotenciário do governante arcônida, não terá outra alternativa senão aceitar e executar as ordens do mesmo.
Perry Rhodan sabe disso, e seu psicólogo de robôs ainda o fortalece nessa convicção. E a ordem do cérebro positrônico diz que Rhodan deve dirigir-se ao planeta Moof onde se verifica o encontro entre O Homem e o Monstro...